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Intervenção: Em Candelária, hospital iria fechar

Quase sete meses depois da requisição do serviço hospitalar feita pelo município de Candelária, a secretária da Saúde Aline Trindade faz um alerta sobre a decisão tomada. “A intervenção é o último recurso a ser utilizado. Deve acontecer somente quando a situação chegar ao limite, quando não houver mais conversa entre Secretaria Municipal de Saúde e hospital. Foi o nosso caso, então tivemos de requisitar os serviços para não deixar a população desassistida”, observa. “Precisávamos tomar uma medida urgentemente ou o Hospital iria fechar as portas dentro de um mês.” Desde abril, quando ocorreu a intervenção, até outubro deste ano, a Sociedade Beneficente Hospital Candelária passou por reformas para adequação às exigências da Vigilância Sanitária, já que estava sem alvará de funcionamento desde o início do ano. A falta de regularização impedia que o Estado transferisse recursos. Após as adequações, o contrato anual passou de R$ 1,3 milhão para R$ 2 milhões. Uma das conquistas apontadas é a aproximação com a gestão. “Construímos uma parceria entre Secretaria e Hospital, o que não existia antes. Hoje podemos planejar ações de forma conjunta, além de definir ampliações de serviços e o destino dos recursos. Esse relacionamento traz melhorias para os trabalhadores, para a gestão e para o usuário”, diz.

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Ao assumir a condução do processo, foi preciso reforçar o corpo clínico para atender à demanda. Só havia médicos de plantão à noite. Foram contratados mais profissionais, possibilitando o plantão durante o dia com três médicos disponíveis, além de técnicos de enfermagem, enfermeiros e nutricionistas. Dos 97 leitos, 30 são destinados à Saúde Mental, um ser-viço de referência que atende os 13 municípios do Vale do Rio Pardo, onde está concentrada uma população de aproximadamente 370 mil habitantes.

A conquista mais recente tornará o Hospital referência regional para cirurgias eletivas e serviços de urologia e otorrinolaringologia, o que representará um aporte de R$ 3 milhões por ano na Região. Serão ofertadas 50 cirurgias eletivas e outras 80 em otorrinolaringologia por mês. Atualmente a referência para estes serviços está em Porto Alegre, distante 190 quilômetros, mas os pacientes esbarram na falta de acesso. Para atender à futura demanda, está em avaliação no Departamento de Assistência Hospitalar e Ambulatorial (DAHA) da Secretaria Estadual da Saúde (SES) um projeto para ampliação da estrutura em mais 50 leitos, dos quais 10 serão para UTI Adulta.

Ao final do contrato de 12 meses com o Estado, com possibilidade de renovação por mais 12 meses, a meta é de que os atendimentos na unidade sejam feitos 100% via SUS. A vantagem da transformação em hospital público é a condição de receber um incremento de 20% a mais do Estado e da União sobre todos os repasses e incentivos. Para os municípios que vivem situação semelhante à enfrentada por Candelária, Aline reitera que é preciso ter coragem para tomar a decisão. “De certa forma, nós já assumíamos as dificuldades e respondíamos pelos problemas. Agora, a vantagem é que podemos gerenciar os recursos e definir onde é preciso fazer o investimento. Vivemos um novo contexto”, avalia.

20/01/2014
Fonte: Revista COSEMS/RS 6ª edição
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