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Intervenção: Palmeira das Missões voltou a contar com plantão médico 24 horas

Oferecer plantão médico durante 24 horas à população. Um serviço que é fundamental em qualquer município foi apontado como uma das mudanças advindas com a intervenção no Hospital de Caridade de Palmeira das Missões, ocorrida em janeiro de 2013. Naquele momento, havia carência de especialidades como traumatologia, obstetrícia, ginecologia e pediatria na unidade acessada por mais de 30 municípios do Noroeste do Estado. “A gestão do Hospital não estava de acordo com as necessidades da população. Faltavam médicos e estrutura”, atesta o secretário da Saúde e membro da atual comissão gestora, Paulo Fernandes.

Ele lembra que os pacientes não encontravam médicos clínicos à disposição para avaliar se o caso era de internação ou não. A saída para o usuário era pagar por uma consulta particular. Para manter a estrutura em funcionamento eram repassados R$ 138 mil mensais pelo Estado, valor considerado insuficiente. Para piorar, o Ministério Público chegou a ajuizar uma ação civil com multa de R$ 10 mil para cada pessoa que ficasse sem atendimento. A ação recaía contra as três partes envolvidas: o Hospital, os municípios responsáveis pelo plantão médico – Lajeado do Bugre, Novo Barreiro,
São José das Missões, São Pedro das Missões e Sagrada Família, além de Palmeira das Missões – e o Consórcio de Saúde Intermunicipal (CONSIM/RS), responsável pelo pagamento dos profissionais. “Isso nos motivou a tomar uma decisão forte. Era hora de intervir”, recorda o secretário. Após a intervenção, o decreto inicial de seis meses foi prorrogado por mais seis meses em julho deste ano. A renegociação do contrato com o Estado aumentou o repasse para mais de R$ 500 mil mensais.

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O salto de investimento agora permite ao município oferecer seis especialidades de sobreaviso durante 24 horas para suporte aos médicos plantonistas: pediatria, obstetrícia, traumatologia, clínica geral, cardiologia e cirurgia. São mais de 15 especialistas que formam a equipe. Assim, quando chega um paciente encaminhado pelo SAMU ou vítima de infarto, por exemplo, o médico é chamado imediatamente para fazer o atendimento. “A capacidade de internação dos 110 leitos que temos aumentou de 20% para quase 50%. Estamos recuperando a credibilidade do Hospital, pois, anteriormente, todo serviço era en-caminhado para outras referências regionais”, explica Fernandes, ao mencionar o deslocamento de pacientes em busca de atendimento em municípios como Passo Fundo, distante
135 quilômetros, e Ijuí, a 105 quilômetros.

Enquanto aguarda a aprovação da Vigilância Sanitária para instalação de uma UTI Adulta com dez leitos, prevista para julho de 2014, o município está se organizando para se tornar referência regional em traumatologia, gestantes de alto risco e neurocirurgia de Alta Complexidade. Também há empenho na abertura de uma clínica de hemodiálise, já aprovada pela Vigilância Sanitária. Para obter um maior controle dos gastos, o Hospital de Palmeira das Missões está sendo totalmente informatizado. “Queremos ter o controle dos procedimentos realizados, dos medicamentos dispensados e melhorar a qualidade de atendimento”, afirma.

O processo de intervenção deverá ser concluído em meados de 2014, quando a gestão deverá ser devolvida aos antigos administradores, que formam uma Associação Hospitalar de 60 sócios. “A Associação já está sendo procurada para estar a par do que estamos fazendo. Queremos que ela volte a fazer a administração, mas com permanente acompanhamento do município e do Estado, numa gestão compartilhada”, adianta o titular.


20/01/2014
Fonte: Revista COSEMS/RS 6ª edição
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