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Assedisa atuou como protagonista no movimento de municipalização do Estado do RS
Foto: Divulgação/PMP
O atual prefeito de Panambi, Miguel Schimitt-Prym, foi eleito o primeiro presidente da Assedisa, em 1986

 

Após o estabelecimento da Assedisa, se fez necessário a criação de um estatuto que regulasse o funcionamento da entidade. Ao então chefe de gabinete da Prefeitura de Panambi, Miguel Schimitt-Prym, coube a tarefa de redigir este documento. Pouco depois, Prym foi eleito o primeiro presidente da Associação dos Secretários e Dirigentes Municipais de Saúde. “Na época nós tínhamos em todo o Estado do RS não mais que 20 municípios com secretarias de saúde. O SUS estava engatinhando e ainda era uma proposta muito distante”, conta Prym que atualmente é prefeito do município de Panambi, na Região do Planalto.

Com a Assedisa devidamente constituída como entidade, foi tempo de percorrer o Rio Grande do Sul na mobilização para o entendimento da importância da criação de uma pasta que tratasse dos assuntos da saúde dentro dos municípios. “Percorremos várias cidades e quase todo mundo aceitou o desafio de criar uma secretaria de saúde no seu município. Trabalhamos com prefeitos, vereadores, para aumentar o número de secretarias e tornar, assim, o movimento mais forte”, relata.

A criação da reforma sanitária era iminente e precisava de uma ampla participação dos municípios que de acordo com o que recorda Prym, em muitos não havia nem ao menos um departamento destinado à saúde. “Com a aproximação da Assembleia Constituinte, conseguimos fazer um grande movimento para incluir na pauta o capítulo da saúde, que é um direito de todos e o dever do Estado. E só conseguimos isso porque o movimento já era intenso aqui no Estado”, afirma.

Há época da criação da entidade, a situação do Brasil era totalmente dependente do Inamps no que tangia a saúde pública, de acordo com o que conta Prym. “O INAMPS tinha a limitação de ter carteirinha, ter que ser trabalhador em alguma empresa, ter carteira assinada para ter direito. Era limitado”, explica o prefeito que ainda lembra que nos hospitais, inclusive os filantrópicos, havia um espaço chamado de ala de indigentes, que era destinado aos mais pobres e desassistidos pelo INAMPS.

Desde então, Miguel Schimitt-Prym diz que a saúde evolui significativamente e que nenhuma das reformas de políticas públicas chegou perto da importância da reforma sanitária, na qual todos os municípios já estão comprometidos com a questão da saúde. E esta grande reforma se deve em muito à atuação da Assedisa dentro do Rio Grande do Sul. “O movimento de municipalização no Rio Grande do Sul foi sem dúvida alguma resultado do trabalho da Assedisa. Esse movimento ainda tem um papel muito importante para cumprir, pois estamos muito longe daquilo que sonhávamos quando criamos a entidade. Queríamos que todos os municípios tivessem uma secretaria, que as secretarias fossem autônomas, que tivessem um orçamento à altura de suas demandas. Ainda estamos distante daquilo que vislumbramos e que o povo merece”, finaliza.

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02/06/2012
Fonte: 3ª Revista Cosems/RS
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