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Cosems/RS auxilia na divulgação do estudo para mapear ISTs no Rio Grande do Sul

Equipes do Projeto Atitude aplicam questionários e realizam exames de HIV, sífilis e hepatites B e C e iniciam testagens em várias cidades do RS



O Projeto Atitude, estudo pioneiro coordenado pelo Hospital Moinhos de Vento para mapear o comportamento, as práticas e os cuidados da população gaúcha em relação às Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), irá percorrer várias regiões do RS nos meses de novembro e dezembro deste ano. As cidades receberão visitas das equipes que estão recrutando voluntários para a pesquisa. Além de responder a questionamentos, os participantes serão testados para HIV, sífilis e hepatites B e C.

O principal objetivo é identificar os motivos pelos quais o RS aparece em primeiro lugar nos casos de HIV e outras ISTs no país. É a primeira vez que uma pesquisa desse tipo acontece no Brasil. O Projeto Atitude deve entrevistar, ao todo, 8,2 mil pessoas no Rio Grande do Sul e começou pelo sul do Estado, nos municípios de Pelotas e Capão do Leão.

De acordo com a epidemiologista Eliana Wendland, que lidera o projeto, “a estratégia é facilitar o acesso das pessoas aos testes sorológicos. Responder a essas entrevistas é fundamental para identificação de grupos de maior risco e para o desenvolvimento de estratégias de prevenção direcionadas a estas populações. A maioria destas infecções acontece de forma silenciosa, não apresentando sinais ou sintomas de fácil identificação, sendo muito importante a realização dos exames de rastreamento. O diagnóstico precoce destas infecções é fundamental para evitar complicações e diminuir a transmissão da doença na população.


O Projeto Atitude irá percorrer 56 municípios do Rio Grande do Sul. A coleta de dados se iniciou em dezembro de 2020 e, devido à pandemia, foi interrompida até agosto deste ano. A iniciativa é desenvolvida em conjunto com o Ministério da Saúde, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS), e conta com a parceria da Secretaria Estadual da Saúde.


As equipes foram treinadas, e os profissionais estão identificados com colete e crachá com foto e um QR Code que pode ser scaneado para que as pessoas que estão sendo visitadas tenham a certeza de que a equipe faz parte da pesquisa. Também é possível conferir a identidade dos pesquisadores pelo telefone (51) 3537-8092.

Mortalidade alta no RS

Dados da Secretaria Estadual da Saúde de 2019 indicam que o Rio Grande do Sul apresenta a maior taxa de mortalidade por Aids no país, com nove óbitos por 100 mil habitantes — a média nacional é de 4,8 óbitos. Já a taxa de infecção de HIV em gestantes também é a maior do Brasil, com 9,5 casos para cada mil nascidos vivos — sendo em 2,8 o indicador nacional. O RS tem a segunda maior taxa de detecção de sífilis adquirida no país, com 116 casos por 100 mil


Abaixo segue o planejamento das rotas:


Tabela 1: Rota Vales


Tabela 2: Rota Norte


Tabela 3: Rota Sul 2 – continuação piloto


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