COSEMS/RS participa do IV Fórum de Asma Grave e DPOC em Porto Alegre
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Secretário executivo do COSEMS/RS, Diego Espíndola, abordou os desafios da gestão municipal para transformar acesso em percurso assistencial na rede pública

O Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Rio Grande do Sul (COSEMS/RS) participou, nesta quinta-feira (20), do IV Fórum de Asma Grave e DPOC, realizado na Arena CMPC, no prédio 99A do Tecnopuc, em Porto Alegre. O encontro reuniu especialistas, gestores e profissionais de saúde para discutir os desafios no diagnóstico, tratamento e cuidado de pacientes com asma grave e Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) nos sistemas público e suplementar.
Representando o COSEMS/RS, o secretário executivo Diego Espíndola participou do painel “Gestão e acesso na rede pública: caminhos para fortalecer a linha de cuidado em asma grave e DPOC”. Em sua apresentação, ele destacou temas como organização regional da assistência, regulação de fluxos de encaminhamento, integração entre municípios, relação entre Atenção Primária à Saúde e serviços especializados, acesso ao diagnóstico e ao tratamento e os desafios enfrentados pelas gestões municipais.

Durante a fala, Diego reforçou que o principal desafio para os municípios é transformar o acesso em um percurso assistencial efetivo, garantindo que o paciente transite pela rede de forma organizada, desde o território e a Atenção Primária até o diagnóstico, a regulação, o atendimento especializado, o tratamento e o acompanhamento contínuo.
Segundo ele, a construção de protocolos e linhas de cuidado precisa considerar a realidade de quem está na ponta. “Muitas vezes, o protocolo é colocado no papel sem dialogar com a vivência do gestor, do profissional de saúde e, principalmente, do paciente. Para que a linha de cuidado funcione de verdade, ela precisa considerar os desafios reais da rede, os recursos disponíveis, os fluxos de acesso e a capacidade de resposta dos serviços”, afirmou.

A apresentação também destacou que uma linha de cuidado efetiva depende de uma rede integrada, com a APS como base, conexão com a atenção especializada e os serviços de urgência e emergência, protocolos bem definidos, insumos disponíveis e equipes capacitadas para orientar e acompanhar os pacientes.
Outro ponto abordado foi a necessidade de fortalecer o diagnóstico precoce e o tratamento contínuo. No caso da asma grave e da DPOC, o acesso à espirometria, aos medicamentos, aos inaladores, às terapias especializadas e ao acompanhamento pela APS são elementos fundamentais para reduzir exacerbações, internações e garantir mais qualidade de vida.
Diego também chamou atenção para a diferença entre ter uma referência pactuada e garantir acesso real. Embora todas as 30 regiões de saúde do Rio Grande do Sul tenham referência em pneumologia, a oferta ainda está concentrada em poucos polos, o que exige uma análise territorial mais precisa sobre deslocamentos, capacidade de atendimento, tempos de espera e resolutividade.
Para o COSEMS/RS, a regionalização, a regulação e a integração entre os serviços são fundamentais para que a linha de cuidado funcione no cotidiano dos municípios. A apresentação reforçou que não se trata de ter todos os serviços em cada município, mas de garantir que todos estejam conectados a uma rede capaz de cuidar, com fluxos transparentes, acesso oportuno e continuidade do acompanhamento.

Ao final, o secretário executivo destacou cinco movimentos necessários para fortalecer a linha de cuidado em asma grave e DPOC no Rio Grande do Sul: conhecer a oferta e a capacidade instalada, regionalizar os recursos, regular com critérios claros, integrar os diferentes pontos da rede e monitorar acesso, espera, internações e continuidade do cuidado.
A participação do COSEMS/RS no Fórum reforça o compromisso da entidade com a qualificação da gestão municipal, a organização das redes de atenção e a construção de estratégias que aproximem o cuidado das necessidades reais da população nos territórios.






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