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Coronavírus: tudo o que você precisa saber sobre a pandemia no Estado

Aumento do número de casos e ampliação da capacidade de testes no Rio Grande do Sul marcam a última quinzena de julho

FOTO: Senado Federal on Visual Hunt


O Rio Grande do Sul tem 64.496 casos confirmados de coronavírus, de acordo com a última atualização do Painel Coronavírus RS. Desde março, o Estado contabiliza 1.750 vidas perdidas para a COVID-19.


Em curva ascendente desde o início da pandemia, o Estado ainda sequer atingiu o pico de contágio. Para se ter ideia, um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) aponta que o ápice dos casos na capital Porto Alegre deve acontecer somente em agosto.


“A pandemia tem comportamento distinto em diferentes localidades. Destacamos a vulnerabilidade social, que é predominante e se agrava quando associada às doenças cardiovasculares e diabetes. Considerando o cenário epidemiológico vemos que, no Rio Grande do Sul, essa questão se acentua de forma considerável se comparada a outras realidades no país. Daí a necessidade das medidas de higiene e, principalmente, de não haver aglomerações”, explica Cláudia Daniel, Presidenta do COSEMS/RS.


Representação do crescimento dos casos de coronavírus no Rio Grande do Sul. Fonte: Painel Coronavírus RS. Disponível para consulta em: https://ti.saude.rs.gov.br/covid19/


Nas próximas semanas, as medidas de distanciamento e a capacidade do sistema de saúde para receber as pessoas que precisam de internação serão cruciais para o enfrentamento da pandemia.


Na última quinta-feira (23), o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, anunciou que irá ampliar a capacidade diária de testagem entre a população gaúcha. A partir de agosto, até 7 mil pessoas poderão ser testadas diariamente.


A ampliação da testagem e o rastreamento dos casos podem diminuir a propagação do coronavírus, uma vez que, com diagnóstico positivo, a pessoa inicia o isolamento domiciliar, deixando de circular e, consequentemente, transmitir o vírus.


Para fortalecer o isolamento, Cláudia sugere que as secretarias municipais continuem reforçando as recomendações de saúde entre a população. “Dentre tantas orientações já seguidas na íntegra pelos 497 municípios do Estado, que não têm medido esforços no enfrentamento à pandemia, destacamos a necessidade de se ter bons e efetivos canais de comunicação com a população, para que todos possam ter acesso a orientações confiáveis. Como sempre alertamos, uma população bem informada é uma população com alta capacidade de fazer prevenção e cuidado”, explica Cláudia.


Vacina à vista


A ciência tem um papel determinante nesta pandemia – e cientistas do mundo todo travaram uma corrida contra o vírus desde o surgimento dos primeiros casos, ainda no início deste ano.


Nesta semana, o diretor executivo da Organização Mundial da Saúde (OMS), Michael Ryan, declarou que as vacinas estarão disponíveis em 2021. Por mais distante que pareça, é um prazo animador.

Nunca antes os pesquisadores conseguiram avançar tão rapidamente para encontrar uma vacina eficaz – o ebola, por exemplo, foi identificado em 1976, mas só teve a primeira vacina aprovada em 2019.


Em seu balanço mais recente, a OMS indica que estão sendo desenvolvidas 166 vacinas contra o coronavírus no mundo todo. Dessas, 24 já haviam entrado em fase clínica (a etapa de testes em humanos) na terça-feira (21).


Nesta semana, o estudo divulgado na revista The Lancet, que envolveu 1.077 pessoas, demonstra que a pesquisa conduzida na Universidade de Oxford, no Reino Unido, foi capaz de criar reposta imune ao coronavírus. A vacina, desenvolvida em parceria com o laboratório AstraZeneca, está sendo testada em 50 mil pessoas em diversos países, incluindo o Brasil.

Além da vacina de Oxford, outras duas vacinas, conduzidas pelos laboratórios Sinovac e Sinopharm, ambos da China, demonstram resultado positivo.


Apesar dos avanços, como informou a OMS, o fim da pandemia pela cobertura vacinal ainda não é uma realidade a ser considerada em curto e médio prazo.

As medidas de prevenção, como lavar as mãos e usar máscara; o distanciamento social e a ampla testagem de casos suspeitos continuam sendo as principais estratégias no enfrentamento à pandemia. “Ficar em casa sempre que possível e, quando tiver que se expor, usar máscara e face shield [os protetores faciais transparentes], se possível, para maior proteção”, reforça Cláudia. “Importante destacar também que ficar em casa não se trata de reunir quem amamos em nossas casas, mas de garantir que estarão em casa apenas aqueles que nela residem.”

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